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Earth Song (letra traduzida) de quem?... saiba no final! E o nascer do sol? E a chuva? E de tudo Que você disse que iríamos ganhar? E os campos de extermínio? Vamos ter uma descanso? E tudo Que você disse que era meu e teu? Você já parou pra pensar Sobre todo o sangue derramado? Já parou pra pensar Que a Terra, os mares estão chorando? O que fizemos com o mundo? Olhe o que fizemos E a paz Que você prometeu a seu único filho? O que virou dos campos floridos? Vamos ter um descanso? E todos os sonhos Que você disse serem teus e meus? Você já parou pra pensar Sobre todas as crianças mortas com a guerra? E o passado? (E nós?) E os mares? (E nós?) O céu está caindo (E nós?) Não consigo nem respirar (E nós?) E a terra sangrando? (E nós?) Não conseguimos sentir as feridas? (E nós?) E o valor da natureza? (ooo, ooo) É o ventre do nosso planeta (E nós?) E os animais? (E nós?) Fizemos de reinados, poeira (E nós?) E os elefantes?(E nós?) Perdemos a confiança deles? (E nós?) E as baleias chorando?(E nós?) Estamos destruindo os mares (E nós?) E as florestas?(ooo, ooo) Queimadas, apesar dos apelos (E nós?) E a terra prometida? (E nós?) Rasgada ao meio pelos dogmas (E nós?) E o homem comum? (E nós?) Não podemos libertá-lo? (E nós?) E as crianças chorando? (E nós?) Não consegue ouvi-las chorar? (E nós?) O que fizemos de errado?(ooo, ooo) Alguém me fale o porquê (E nós?) E os bebês? (E nós?) E os dias? (E nós?) E toda a alegria? (E nós?) E o homem? (E nós?) O homem chorando? (E nós?) E Abraão? (E nós?) E a morte de novo? (ooo, ooo) A gente se importa? (por trás dos holofotes e de muita expeculação, muito além da onda pop Michael Jackson tinha algo a dizer.Essa letra mostra bem isso)
Escrito por GOTOSECO-gotoseco@yahoo.com.br às 00h37
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“Oiteiro” uma memória esquecida - por Damião Vieira Venâncio Há exatos 129 anos nascia na cidade do Ceará-Mirim/RN, Maria Madalena Antunes Pereira, autora do livro: Oiteiro – Memórias de uma sinhá moça, filha de senhores de engenho e irmã dos poetas Etevilna Antunes e Juvenal Antunes, moça educada em escola de freiras no Recife, mas precisamente no colégio São José, onde estudava apenas filhas abastadas. Em seu livro de memórias a autora nos remete a um passado de muita riqueza que nos faz lembrar o período do apogeu em que viveu a cidade do Ceará-Mirim com os seus casarões e esbanjamento de toda uma riqueza pelos senhores de engenho. Assim, o livro de memórias descreve os acontecimentos sociais elevados a um Brasil colônia, mas acima de tudo o seu livro, como disse Câmara Cascudo em uma carta enviada a Nilo Pereira quando recebeu os manuscritos da obra, que, para ele, não seria apenas um livro de memórias, mas, sim um verdadeiro romance de uma sinhazinha. “Dona Madalena Pereira trará o depoimento da sinhá moça do ciclo do açúcar para o processo de ajustamento e comentário que sua classe determinou”. Ninguém lerá sem emoção às páginas do velho oitizeiro, do esguio catolé sussurrante, a linha verde dos canaviais ondulantes, as chaminés brancas, pincelando de fumo um céu imóvel de porcelana azul. “Ninguém deixará de amar a negra Patica; Patiquinha; mãe-preta, contadora de histórias encantadas; Sheerazade de ébano, enamorada do carreiro; que tange as juntas lentas fazendo gemer o eixo do carro sonoro”. Assim nos relata Câmara Cascudo que teremos no Rio Grande do Norte uma memorialista, comparando-a apenas com Helena Morley autora do livro “Minha vida de menina”, onde a autora nos relata a sua vida de família de mineradores que também incentivada pelos seus pais escreve um livro de memórias dos anos de 1893 a 1895, em quanto que a escritora Madalena Antunes nos relata acontecimento desde 1887, quando a mesma tinha sete anos de idade, até 1958, ano da publicação do livro que muito contribui para melhor entendermos a nossa sociedade de hoje. Mas ocorre que essas memórias parecem, realmente, serem apenas memórias e que a sua obra foi esquecida no tempo, não apenas pelos amantes de uma boa leitura, e seus conterrâneos, que a mesma teve orgulho de descrever e honrar a sua terra que tanto lhe deu orgulho, mas que hoje parece ter sido esquecida não só pelo tempo, mas pelas memórias daqueles que fazem a nossa cultura, uma vez que no dia 11 de junho de 1959 veio a falecer, e exatamente neste ano de 2009, mais precisamente dia 11 junho fazem exatamente 50 anos do seu falecimento e nenhum manifesto se é dado a pessoa que tanto nos honrou e honrou mais ainda (sua)nossa cidade natal, e mais o nosso estado, pois ela teve uma grande representação em nossa literatura por ser mulher e acreditar que o conhecimento da escrita vence fronteiras e nos faz ver o quanto é importante ter uma referência para a nossa história. Não basta apenas construir prédios e dar-lhe nome, mas sim resgatar os seus escritos e memórias, para que sirva de exemplo para toda uma vida. Assim como Nilo Pereira nos descreve em seu livro “Imagens do Ceará-Mirim”, 1977. Quase à véspera do centenário do Ceará-Mirim, e como a dar-lhe uma de suas melhores, contribuições, Madalena Antunes Pereira publica o seu livro “Oiteiro-Memórias de uma Sinhá-Moça”. Vamos fazer o mesmo em seus 129 anos que seriam de existências e seus 50 anos de falecimento, vamos ressuscitar a obra, homenagear a nossa autora para que não fique esquecida com o tempo ou como se intitula as suas “memórias” e sim memória para que não fique esquecida das nossas memórias, pois nesse livro há crônica e poesia, romance e evocação, um pouco a história do Ceará-Mirim escrita antes pela mão de anjo do que por simples memorialista, que quisesse contar apenas umas coisas que se passaram. Mas o que está no seu livro – amorosamente cultivado durante tantos anos, como se cultiva uma amizade ou quase um mito – é um passado que nos arrasta à contemplação da cidade que, no seu tempo era ainda a cidade romântica que parecia suspensa Por uma invisível sobre o seu próprio destino, sustentada pela magia dos gênios criadores. Era assim, pelo menos que eu a via, ainda parada no tempo, dando a impressão duma decadência, quando, decerto, havia nisso a transição social se fez nela pelo feitiço da poesia. Assim, descreve Nilo Pereira sobre a obra de sua tia, e que também deveríamos ter o mesmo pensamento, não deixando que tão importante data passe em branco, ou melhor, esquecida já que temos órgãos responsáveis pela nossa “cultura”. E mais, Dona Madalena Pereira provou que a saudade é uma tinta indelével. E fez um lindo livro, ensopado no leite da ternura humana, Luís da Câmara Cascudo, transcrito d’“A República”, órgão oficial do Estado. Viva a obra Oiteiro-memórias de uma Sinhá-Moça! Viva Madalena Antunes nosso orgulho de mulher memorialista. Viva a nossa cultura.
Escrito por GOTOSECO-gotoseco@yahoo.com.br às 11h43
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100 na 87 O programa Jovem Guarda, realizado na 87fm pelos amigos Eliel e Edvaldo completou neste domingo(dia das mães) o programa de nº 100, comemorado com vários ouvintes e com a presença deste blogueiro recebendo o troféu Calhambeque, simbolo da Jovem Guarda, que foi homenagem a colaboração na realização do Tributo a Bob Marley, vale lembrar que no Tributo a Roberto Carlos foi homenageada a produtora do evento, a Rogéria. Aos amigos da rádio parabéns ao programa e aguardamos o de nº 200,300,400... Reggae no Litoral... Agradecemos a amiga Bióloga e jornalista Ilanne Costa pela divulgação do II Tributo a Bob Marley no Jornal Litoral Notícias, apesar do erro nosso em mandar a arte com a data errada do evento que aqui nos desculpamos, o evento ocorrerá normalmente sábado, dia 16 de Maio de 2009 no CEC, à partir das 17 horas.
Escrito por GOTOSECO-gotoseco@yahoo.com.br às 08h29
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